crowd-publishing

Nem sempre os livros que queremos ler são aqueles que encontramos nas livrarias. Desde que as ideias surgem na cabeça do autor até ao momento em que nos chegam às mãos, as histórias passam por um processo longo e demorado que nem sempre acaba nas estantes das livrarias. Os custos implicados na publicação de um livro são elevados e nem todos os autores conseguem alcançar o apoio dos grandes grupos editoriais, ou mesmo de pequenas editoras.

O crowdfunding, uma nova tendência mundial responsável pela concretização de negócios e ideias, parece ser a solução ideal para colocar nas mãos dos leitores a responsabilidade de decidirem aquilo que deve ou não ser publicado. Embora possa parecer complicado, este processo é até bastante simples. Partindo de uma lógica de financiamento público, toda a comunidade é convidada a escolher os projetos culturais, empresariais ou sociais que merecem ser apoiados. O investimento, através de doações voluntárias, é depois recompensado consoante o montante oferecido. O principal objetivo é dar vida às ideias que de outra forma ficariam guardadas no fundo de uma gaveta.

Embora se tenha começado a fazer notar globalmente entre 2003 e 2005, devido à divulgação proporcionada através da Internet e das redes sociais, esta tendência não é nova. Já no final do século XVIII e início do século XIX haviam surgido vários projetos baseados em investimentos públicos. A própria Estátua da Liberdade foi construída através das doações de 160 mil voluntários.

Mas afinal como é que tudo isto se aplica aos livros? O processo é fácil. Através de plataformas on-line, os autores apresentam as suas ideias e os livros que pretendem publicar, apelando ao apoio dos seus leitores e da restante comunidade literária para conseguirem alcançar a verba mínima pretendida. Mas os benefícios desta tendência não ficam por aqui. Ao contrário do que acontece em editoras tradicionais, onde a escolha das obras fica condicionada, aqui o foco está na opinião dos leitores. Quem lê é que escolhe aquilo que quer ler e ver publicado. Desde grandes clássicos da literatura até novos autores e livros inovadores, tudo é válido nestas plataformas de crowd publishing – apoio público à publicação de livros.

Fonte: www.revistaestante.fnac.pt/afinal-o-que-e-isto-do-crowd-publishing
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